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Por que pacientes com câncer podem ter trombose?

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Por que pacientes com câncer podem ter trombose?

Dr. Antônio Carlos de Souza

 

Não se trata de uma frase pronta ou de modismo. É fato, devidamente comprovado por estudos, que o percentual de cura do câncer de mama é superior a 90% quando há um diagnóstico precoce. Conclui-se, obviamente, que esse percentual diminui à medida que o tumor se desenvolve e não se toma providência, ou por não saber de sua existência ou por se protelar o início do tratamento.

O Outubro Rosa é apenas uma data para fazer o alerta de que é preciso estar de olho no próprio corpo. Trata-se de uma preocupação a ser considerada o ano todo. Recomenda-se que, a partir dos 40 anos, a mamografia faça parte do check up anual. Antes dessa idade, não se pode dar menos relevância aos riscos e, por isso, o autoexame e a visita periódica ao especialista são fundamentais.

Importante, ao falar da prevenção, citar um outro problema a ser também levado em consideração no quesito cuidado. Sabe-se que o câncer é um estado pré-trombótico. Isso significa que pacientes oncológicos estão sujeitos a complicações vasculares, inclusive antes mesmo de terem um diagnóstico. Sabe-se, hoje, que 15% dos pacientes com câncer têm trombose ao longo do desenvolvimento da doença. Na fase avançada das neoplasias malignas a probabilidade aumenta em duas vezes.

Essa associação entre câncer e trombose não é recente. Em 1865, o internista francês Armand Trousseau fez essa correlação a partir de estudos post mortem de portadores de câncer. E, por ironia do destino, ele morreu por conta de uma tromboflebite (formação de coágulo em uma veia associado à inflamação da parede venosa) ligada a um câncer gástrico. A associação de Trousseau é, hoje, amplamente aceita pela ciência.

E o que é a trombose? Trata-se de uma patologia caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo na veia (em uma ou várias) no membro inferior. Ele consegue bloquear o fluxo e provocar incômodos, dores e até inchaços. A complicação acentua-se quando ocorre a embolia, a partir da hora em que o coágulo se solta na corrente sanguínea e vai para outras partes do corpo. As consequências podem ser gravíssimas.

Mas vamos à explicação para essa correlação câncer/trombose. O nosso corpo é de uma complexidade extrema e, quando há um desequilíbrio em qualquer uma de suas partes, o efeito dominó é totalmente previsível e explicável. A presença de um tumor no organismo compromete o funcionamento dessa máquina, que começa a fabricar substâncias que ativam a coagulação. As células malignas conseguem isso por meio de moléculas com propriedades pró-coagulantes, um prato cheio para o aparecimento da trombose.

Há ainda outros fatores não originários no tumor. Um dos tratamentos mais usados, atualmente, no câncer – a quimioterapia, tem, infelizmente, um papel nada positivo nessa história, ao promover a inflamação das veias, o que eleva a chance de coagulação. Aponta-se a possibilidade que isso ocorra na formação de micropartículas apoptóticas. Os quimioterápicos – não todos – provocam a morte celular programada.

Ao lado disso, estão ainda na lista de fatores algumas medicações, como, por exemplo, hormônios, uso de agentes estimulantes de eritropoese e transfusões de sangue. Resultado: a trombose é considera a segunda causa de morte em pacientes com câncer.

Preocupar-se com qualquer falha na circulação sanguínea, procurar um angiologista ou cirurgião vascular ao perceber que há algo errado, principalmente com o fluxo do sangue, é de extrema importância. Diagnosticar uma trombose a tempo pode representar também uma descoberta de um câncer em estágio inicial, com altas chances de cura.

Quem é o Dr. Antonio Carlos de Souza?

O diretor técnico da Clínica Angiomedi, em Brasília, tem um currículo que o torna grande conhecedor na especialidade. Formou-se, em 1992, em Medicina pela Universidade de Brasília. A Residência Médica em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Angiologia ocorreu de 1993 a 1996. E não parou por aí. Concluiu o Doutorado em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo, em 2001.

Marcou participação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP-RP, onde foi médico assistente. Atualmente, é membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, e atual vice-diretor de Defesa Profissional. É também membro da IVS (Independent Vascular Services).

É professor do curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília e coordenador do curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde, onde também foi docente. A dedicação ao estudo em educação médica e à assistência médica em Angiologia e Cirurgia Vascular não pára, visto que está sempre em busca de atualizações para beneficiar os pacientes.

Saiba mais sobre a Angiomedi

Tudo começou em 2013, quando o cirurgião vascular Dr. Antonio Carlos de Souza fundou a unidade com o intuito de ser um centro médico altamente especializado em saúde vascular. E assim aconteceu e é realidade. A Clínica Angiomedi conta com um trabalho diferenciado voltado para a prevenção, diagnóstico e tratamento dos transtornos circulatórios.

A missão é agregar respeito, humanização, responsabilidade, inovação e personalização para prestar um atendimento de ponta, que contribua com a melhoria da saúde vascular dos pacientes. A Clínica Angiomedi oferece o que há de mais moderno e eficaz no tratamento de varizes, aneurismas de aorta abdominal e úlceras de pernas e pés diabéticos.

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