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Outros problemas circulatórios

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Aneurismas de Aorta Abdominal

Todos conhecem o que é um aneurisma cerebral, que é mais difundido nos meios de comunicação e no dia a dia, pelas sequelas que podem causar e até a morte. Mas poucas pessoas já ouviram falar do aneurisma da aorta abdominal. A aorta é a maior artéria do corpo, sai do coração e distribui o sangue para todas as áreas, passando pelo tórax e pelo abdome.

Damos o nome de aneurisma quando se tem a dilatação de uma artéria e essa dilatação ultrapassa em mais de uma vez e meia o diâmetro dessa original artéria, em qualquer parte do corpo. E o aneurisma periférico, ou seja, o aneurisma fora do território cerebral mais comum é o aneurisma da aorta. Para entender melhor, normalmente, uma aorta mede de 1,5 a 2 centímetros. As mulheres têm uma aorta mais fina e os homens, mais grossa. Quando o diâmetro ultrapassa os 3 centímetros, podemos chamar de aneurisma. De acordo com o Dr. Antonio Carlos Souza, angiologista da Angiomedi, o maior problema do aneurisma é que em grande parte das situações, não há sintomas característicos. “O diagnostico, muitas vezes, é feito de forma incidental, a pessoa vai realizar um exame como uma ultrassonografia ou tomografia e detecta a presença de um aneurisma, por acaso”, explica o médico. Ele ainda completa que a primeira manifestação da presença do aneurisma pode ser uma das piores complicações, que é a ruptura, já que quando esses aneurismas rompem, mais da metade dos pacientes morrem imediatamente, sem dar tempo de receber assistência Um grande número dos pacientes com aneurisma roto que conseguem chegar vivo ao hospital, mas a metade deles morre antes ou depois de ser submetido a algum tratamento. Então, para se ter êxito, é preciso ser feito o diagnóstico precoce.

Os pacientes de maior risco são os idosos. Raramente o aneurisma de aorta abdominal acontece em paciente mais jovens, abaixo dos 50 anos. Estudos mostram que pacientes acima dos 75 anos podem ter 8 vezes mais chances de ter a doença do que os pacientes com até 55 anos E os pacientes homens sofrem até 8 vezes mais do aneurisma do que as mulheres. O Dr. Antonio Carlos lembra que outros fatores importantes que levam ao aparecimento do doença é, primeiro, o tabagismo, que aumenta em 5 vezes o risco. “Outro fator importante é a pressão alta, a hipertensão, então quando juntamos tudo, mais de 50 anos, fumante, hipertenso, nós temos grupos de risco para o aneurisma de aorta abdominal”, explica o angiologista.

O grande problema deste e de qualquer aneurisma é a ruptura. No caso do aneurisma da aorta abdominal é que pelo fato da cavidade abdominal ser muito extensa, a pessoa pode perder muito sangue e isso levar à morte por choque circulatório. Mas, quando se detecta o aneurisma precocemente, seja num exame físico, seja na utilização de alguns exames complementares, se consegue realizar tratamentos clínicos ou cirúrgicos que evitam a ruptura desses aneurismas. Antonio Carlos explica que, normalmente, acima de 5 centímetros de diâmetro deve ter indicação de tratamento cirúrgico. Entre 3 a 5,0 cm é feito acompanhamento desses pacientes, que pode variar em cada pessoa, mas o que se costuma fazer é acompanhar com exames como ultrasson e tomografia e os controles dos fatores de risco, o cigarro, a hipertensão, a obesidade. “Sabe-se também que quando a gente detecta uma pessoa que tem aneurisma, existe uma chance em torno de 15 a 20% de que se tenha um familiar de primeiro grau que também tenha o aneurisma, caracterizando uma tendência genética ao desenvolvimento da doença”, alerta o médico.

Nos últimos 20 anos, houve uma verdadeira revolução no tratamento da aorta abdominal. Quando existe indicação cirúrgica no tratamento, pode-se realizar o procedimento por meio de cateterismo, apenas com a punção nas virilhas e é colocada uma próteses que reveste, recobre esse aneurisma por dentro, com um risco de morte bem reduzido.

Úlceras de Pernas

As feridas crônicas, em qualquer parte do corpo, também podem ser chamadas de úlceras. Normalmente, quando se tem um ferimento que não cicatriza dentro de um tempo estimado que, dependendo da profundidade do ferimento, vai de uma a três semanas quando falamos de pele, damos o nome de ferida crônica ou úlcera. E um dos locais mais comuns para esse tipo de problema é na região nos membros inferiores.

Dentre as causas, as circulatórias estão em primeiro lugar. O angiologista da Angiomedi, Dr. Antônio Carlos Souza, alerta que há um número muito grande de pessoas com o problema. “Muitas vezes essas pessoas estão sofrendo com essas feridas embaixo das roupas, embaixo dos curativos”, completa o médico.

Estima-se que a prevalência de feridas na população idosa nos Estados Unidos, acima de 80 anos, seja em torno de 15%. Se for considerado o envelhecimento da população, na velocidade em que tem acontecido, a projeção para 2050 seria de 25% da população idosa, em relação aos americanos. Existem outros estudos epidemiológicos na Inglaterra que mostram que a incidência de feridas nas pernas chega em torno de 1 a 3 pessoas em cada mil habitantes.

No Brasil ainda não existem dados embasado, mas podemos extrair os dados da Inglaterra e adaptar para a nossa realidade, por meio da observação, e chegar a um número de aproximadamente 600 mil pessoas que podem apresentar estas feridas.

A cicatrização, além de causar sofrimento pessoal do paciente e um empenho muito importante dos familiares e cuidadores, os custos – diretos e indiretos, do tratamento são enormes.

Uma das causas das úlceras de membros inferiores são os problemas vasculares que podem acontecer em decorrência da falta de sangue e de irrigação. Essa situação é bem característica em pacientes que têm diabetes e podem desenvolver o “pé diabético”. Mas as causas mais comuns são as venosas, quando os pacientes apresentam sequelas de uma trombose venosa anterior ou em decorrência de uma fase avançada das varizes na perna.

Estudos da Previdência Social mostram que a úlcera venosa que acontece nas pernas é a quarta causa de afastamento definitivo de trabalho no Brasil.

Mas, existem outras causas da ferida, como em pacientes que ficam acamados por muito tempo e se não houver o cuidado de mudar o paciente de posição e se evitar o atrito sempre do mesmo local com a cama, podem surgir as chamadas de escaras.

Outro tipo de ferida muito comum acontece em pacientes de doenças crônicas, como a diabetes e hanseníase. São as úlceras neuropáticas, quando a pessoa adquire uma lesão no nervo e perde a sensibilidade. A gravidade dessas úlceras neuropáticas aumenta nos pacientes diabéticos quando se associa um problema circulatório, o chamado “pé diabético” que falamos acima. 10 %dos diabéticos, de uma forma geral, podem desenvolver feridas ao longo da vida e 80% das amputações que acontecem com essas pessoas teve como causa uma pequena laceração. A úlcera no pé do paciente diabético é um fator de alto risco.

A orientação para todas as pessoas que se encontrarem nessa situação, de ter uma ferida que não cicatriza, de acordo com o Dr. Antônio Carlos, é procurar ajuda porque essas úlceras não nascem em pessoas saudáveis, é preciso investigar a causa. Normalmente, o caso se dá em pessoas que, na maioria das vezes, tem varizes ou teve uma trombose no passado ou, ainda possui uma diabetes mal controlada ou ainda não detectada. Há ainda os casos dos pacientes com outras doenças crônicas.

O tratamento sempre vai se dar de forma multidisciplinar, pois é preciso tratar não só o curativo da ferida, mas, principalmente, a doença de base que causou aquela ferida, por exemplo o diabetes ou a doença venosa. “Pode ser até que, eventualmente, seja preciso fazer uma cirurgia para a limpeza dessa ferida”, explica o angiologista. Ele ainda explica que pode ser preciso uma orientação nutricional, pois muitos fatores dietéticos podem piorar ou melhorar o problema. Outra profissional importante é o fisioterapeuta, pois é preciso cuidar da mobilidade adequada desses pacientes. “Nos só vamos ter sucesso nesse tratamento se houver o envolvimento da família, pois é algo a longo prazo”. Ele conta que algumas úlceras demoram semanas a meses e até anos para serem curadas e lembra que já acompanhou pacientes com úlceras que duram até mais de 20 anos.

Outra questão importante é que as pessoas, na maioria das vezes, não dão atenção à gravidade do problema e é difícil fazer uma abordagem sobre o perigo dessas úlceras. “Às vezes, numa abordagem inicial, convencer um paciente que aquela ferida que parece ser algo simples inicialmente pode terminar numa úlcera é muito difícil”. Ele cita coisas corriqueiras que em pessoas com predisposição podem se transformar numa úlcera, como um sapato apertado; uma batida num canto de uma mesa ou da cama; pessoas que andam descalças sem proteção; tratamentos de unhas, tudo isso precisa ser evitado para quem pode ter predisposição a desenvolver uma úlcera de perna e membros inferiores.

Ainda existem outras causas de úlceras como as infecto contagiosas. A leishmaniose é um exemplo e também a erisipela, que é uma infecção de pele. Lembrando que o cirurgião vascular é um dos especialistas mais procurados para tratar o problema, já que a maioria dessas feridas tem uma causa circulatória, ou se não for a causa circulatória o fator principal uma provável causa circulatória pode agravar a situação. Mas, sempre lembrando que o tratamento precisa ser multidisciplinar, como um suporte para os familiares e o paciente.

Pé diabético

O pé diabético é uma complicação frequente no paciente diabético de longa data, e que, se não tratada a tempo, pode levar à amputação do pé e até a morte. Ela acomete as pessoas portadoras de diabetes que estão com as taxas de glicose mal controladas, sendo que os principais sintomas são decorrentes de complicações crônicas do diabetes: lesões dos nervos (neuropatia periférica), leões dos vasos sanguíneos e agravado por infecção. Na maioria dos casos, um pequeno trauma no pé, causado pelo sapato inadequado, por exemplo, inicia a lesão no pé que pode se estender se não for tratada a tempo.

Lesões, aparentemente simples, em uma pessoa com neuropatia e/ou obstruções vasculares causadas pelo diabetes podem ser extremamente graves:

  • Lesão no pé, como bolhas, erosão, pequeno corte ou úlcera;
  • Micoses nos pés;
  • Calosidades;
  • Dedos em forma de garra;
  • Inflamação óssea.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 70% das amputações de membros inferiores no Brasil são decorrentes do pé diabético, sendo necessários cerca de 60 mil procedimentos por ano. 85% dessas amputações são precedidas de úlceras e mais de 50% dos casos acontecem em pessoas com mais de 60 anos.

Para o cirurgião vascular do Centro Integrado de Angiologia ANGIOMEDI, Antônio Carlos de Souza, o problema é que grande parte desses pacientes não conseguem acesso a tratamentos na saúde suplementar. “A dificuldade para obter esse atendimento especializado aumenta os riscos da evolução da doença, fazendo com que muitas vezes, o paciente comece o tratamento quando não há mais chances de cura.”

Mas a boa notícia é que a doença é evitável. A medida de maior impacto é a prevenção! Cuidados com os pé. Com algumas medidas simples, o diabético pode evitar as complicações, como:

  • Controlar as taxas glicêmicas, fazendo check-ups regularmente;
  • Inspecionar diariamente dos pés, procurando por feridas causadas por pequenos ferimentos e alterações (no caso de impossibilidade em fazer a análise, pedir ajuda);
  • Lavar os pés diariamente com água morna e secar bem, especialmente entre os dedos;
  • Trocar as meias todos os dias e evitar aquelas com costuras internas ou externas;
  • Evitar cuidar dos ferimentos por conta própria, procurando sempre a ajuda de um profissional.