{"id":22009,"date":"2016-12-21T14:03:51","date_gmt":"2016-12-21T17:03:51","guid":{"rendered":"http:\/\/angiomedi.com.br\/angiologia\/?p=22009"},"modified":"2016-12-21T14:03:51","modified_gmt":"2016-12-21T17:03:51","slug":"o-perigo-da-ulcera-de-perna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/angiomedi.com.br\/home\/2016\/12\/21\/o-perigo-da-ulcera-de-perna\/","title":{"rendered":"O perigo da \u00falcera de perna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">As feridas cr\u00f4nicas, em qualquer parte do corpo, tamb\u00e9m podem ser chamadas de \u00falceras. Normalmente, quando se tem um ferimento que n\u00e3o cicatriza dentro de um tempo estimado que, dependendo da profundidade do ferimento, vai de uma a tr\u00eas semanas quando falamos de pele, damos o nome de ferida cr\u00f4nica ou \u00falcera. E um dos locais mais comuns para esse tipo de problema \u00e9 na regi\u00e3o nos membros inferiores. Dentre as causas, as circulat\u00f3rias est\u00e3o em primeiro lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O angiologista da Angiomedi, Dr. Ant\u00f4nio Carlos Souza, alerta que h\u00e1 um n\u00famero muito grande de pessoas com o problema. \u201cMuitas vezes essas pessoas est\u00e3o sofrendo com essas feridas embaixo das roupas, embaixo dos curativos\u201d, completa o m\u00e9dico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estima-se que a preval\u00eancia de feridas na popula\u00e7\u00e3o idosa nos Estados Unidos, acima de 80 anos, seja em torno de 15%. Se for considerado o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, na velocidade em que tem acontecido, a proje\u00e7\u00e3o para 2050 seria de 25% da popula\u00e7\u00e3o idosa, em rela\u00e7\u00e3o aos americanos. Existem outros estudos epidemiol\u00f3gicos na Inglaterra que mostram que a incid\u00eancia de feridas nas pernas afeta de 1 a 3 pessoas em cada mil habitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil ainda n\u00e3o existem dados embasados, mas podemos extrair os dados da Inglaterra e adaptar para a nossa realidade, por meio da observa\u00e7\u00e3o, e chegar a um n\u00famero de aproximadamente 600 mil pessoas que podem apresentar estas feridas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cicatriza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de causar sofrimento pessoal ao paciente, demanda um empenho muito importante dos familiares e cuidadores, e os custos, diretos e indiretos, do tratamento s\u00e3o enormes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das causas das \u00falceras de membros inferiores s\u00e3o os problemas vasculares que podem acontecer em decorr\u00eancia da falta de sangue e de irriga\u00e7\u00e3o. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem caracter\u00edstica em pacientes que t\u00eam diabetes e podem desenvolver o \u201cp\u00e9 diab\u00e9tico\u201d. Mas as causas mais comuns s\u00e3o as venosas, quando os pacientes apresentam sequelas de uma trombose venosa anterior ou em decorr\u00eancia de uma fase avan\u00e7ada das varizes na perna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudos da Previd\u00eancia Social mostram que a \u00falcera venosa que acontece nas pernas \u00e9 a quarta causa de afastamento definitivo de trabalho no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas existem outras causas da ferida, como em pacientes que ficam acamados por muito tempo e, se n\u00e3o houver o cuidado de mudar o paciente de posi\u00e7\u00e3o e se evitar o atrito sempre do mesmo local com a cama, podem surgir as chamadas escaras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro tipo de ferida muito comum acontece em pacientes de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como a diabetes e hansen\u00edase. S\u00e3o as \u00falceras neurop\u00e1ticas, quando a pessoa adquire uma les\u00e3o no nervo e perde a sensibilidade. A gravidade dessas \u00falceras neurop\u00e1ticas aumenta nos pacientes diab\u00e9ticos, quando associadas a um problema circulat\u00f3rio, o chamado \u201cp\u00e9 diab\u00e9tico\u201d que falamos acima. Dez por cento dos diab\u00e9ticos, de uma forma geral, podem desenvolver feridas ao longo da vida e 80% das amputa\u00e7\u00f5es que acontecem com essas pessoas tiveram como causa uma pequena lacera\u00e7\u00e3o. A \u00falcera no p\u00e9 do paciente diab\u00e9tico \u00e9 um fator de alto risco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A orienta\u00e7\u00e3o para todas as pessoas que se encontrarem nessa situa\u00e7\u00e3o, de ter uma ferida que n\u00e3o cicatriza, de acordo com o Dr. Ant\u00f4nio Carlos, \u00e9 procurar ajuda, porque essas \u00falceras n\u00e3o nascem em pessoas saud\u00e1veis, \u00e9 preciso investigar a causa. Normalmente, o caso se d\u00e1 em pessoas que, na maioria das vezes, t\u00eam varizes ou tiveram uma trombose no passado ou, ainda, possuem uma diabetes mal controlada ou ainda n\u00e3o detectada. H\u00e1 tamb\u00e9m os casos dos pacientes com outras doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tratamento sempre vai se dar de forma multidisciplinar, pois \u00e9 preciso tratar n\u00e3o s\u00f3 a ferida, mas, principalmente, a doen\u00e7a de base que causou aquela ferida, por exemplo, a diabetes ou a doen\u00e7a venosa. \u201cPode ser at\u00e9 que, eventualmente, seja preciso fazer uma cirurgia para a limpeza dessa ferida\u201d, explica o angiologista. Ele acrescenta que pode ser preciso uma orienta\u00e7\u00e3o nutricional, pois muitos fatores diet\u00e9ticos podem piorar ou melhorar o problema. Outro profissional importante \u00e9 o fisioterapeuta, pois \u00e9 preciso cuidar da mobilidade adequada desses pacientes. \u201cN\u00f3s s\u00f3 vamos ter sucesso nesse tratamento se houver o envolvimento da fam\u00edlia, pois \u00e9 algo em longo prazo\u201d. Ele conta que algumas \u00falceras demoram semanas, meses e at\u00e9 anos para serem curadas e lembra que j\u00e1 acompanhou pacientes com \u00falceras que duraram at\u00e9 mais de 20 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra quest\u00e3o importante \u00e9 que as pessoas, na maioria das vezes, n\u00e3o d\u00e3o aten\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidade do problema, e \u00e9 dif\u00edcil fazer uma abordagem sobre o perigo dessas \u00falceras. \u201c\u00c0s vezes, numa abordagem inicial, convencer um paciente de que aquela ferida, que parece ser algo simples inicialmente, pode terminar numa \u00falcera \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d. Ele cita coisas corriqueiras que em pessoas com predisposi\u00e7\u00e3o podem se transformar numa \u00falcera, como um sapato apertado; uma batida num canto de uma mesa ou da cama; pessoas que andam descal\u00e7as sem prote\u00e7\u00e3o; tratamentos de unhas, tudo isso precisa ser evitado para quem pode ter predisposi\u00e7\u00e3o a desenvolver uma \u00falcera de perna e membros inferiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda existem outras causas de \u00falceras, como as infectocontagiosas. A leishmaniose \u00e9 um exemplo, e tamb\u00e9m a erisipela, que \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o de pele. O cirurgi\u00e3o vascular \u00e9 um dos especialistas mais procurados para tratar o problema, j\u00e1 que a maioria dessas feridas tem uma causa circulat\u00f3ria, ou se n\u00e3o for a causa circulat\u00f3ria o fator principal uma prov\u00e1vel causa circulat\u00f3ria pode agravar a situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 sempre bom lembrar que o tratamento precisa ser multidisciplinar, como um suporte para os familiares e o paciente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As feridas cr\u00f4nicas, em qualquer parte do corpo, tamb\u00e9m podem ser chamadas de \u00falceras. Normalmente, quando se tem um ferimento que n\u00e3o cicatriza dentro de um tempo estimado que, dependendo da profundidade do ferimento, vai de uma a tr\u00eas semanas quando falamos de pele, damos o nome de ferida cr\u00f4nica ou \u00falcera. 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