{"id":22414,"date":"2016-12-09T11:19:47","date_gmt":"2016-12-09T14:19:47","guid":{"rendered":"http:\/\/angiomedi.com.br\/angiologia\/?p=22414"},"modified":"2016-12-09T11:19:47","modified_gmt":"2016-12-09T14:19:47","slug":"diagnostico-dificil-diz-medica-sobre-casos-de-trombose-apos-uso-de-pilula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/angiomedi.com.br\/home\/2016\/12\/09\/diagnostico-dificil-diz-medica-sobre-casos-de-trombose-apos-uso-de-pilula\/","title":{"rendered":"&#8216;Diagn\u00f3stico dif\u00edcil&#8217;, diz m\u00e9dica sobre casos de trombose ap\u00f3s uso de p\u00edlula"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O caso de sa\u00fade de uma estudante de Botucatu (SP) teve grande repercuss\u00e3o na internet nesta semana, depois que\u00a0a jovem divulgou que teve trombose cerebral por usar pilula anticoncpcional. Segundo a m\u00e9dica ginecologista e\u00a0obstetra Laila Kimie Yamashita, casos desses tipos s\u00e3o dif\u00edceis de prever. \u201c\u00c9 um diagn\u00f3stico dif\u00edcil de\u00a0fechar. Boa parte das mulheres que n\u00e3o t\u00eam hist\u00f3rico descobre a predisposi\u00e7\u00e3o quando acontece algo. \u00c9\u00a0complexo, n\u00e3o existe um exame que possa ser feito para prevenir\u201d, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mensagem que postou no seu perfil em uma rede social, Juliana Bardella, de 22 anos, contou como tudo\u00a0aconteceu e ressaltou que n\u00e3o apresentava hist\u00f3rico de sa\u00fade que aumentasse os riscos de sofrer uma trombose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o tenho hist\u00f3rico familiar, n\u00e3o sou fumante, e os exames de sangue estavam normais, n\u00e3o tinha predisposi\u00e7\u00e3o\u00a0a ter trombose\u201d, diz na postagem. E entrevista ao G1, a estudante tamb\u00e9m confirmou isso. \u201cEu n\u00e3o imaginava,\u00a0levo uma vida boa, me cuido, minha fam\u00edlia nunca teve caso. Foi um susto muito grande.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A publica\u00e7\u00e3o foi feita na ter\u00e7a-feira (2) e teve uma repercuss\u00e3o impressionante. At\u00e9 este s\u00e1bado (6), o post\u00a0tinha quase 80 mil compartilhamentos e mais de 175 mil coment\u00e1rios. A jovem ficou surpresa com a repercuss\u00e3o,\u00a0mas, feliz porque o objetivo era fazer um alerta. \u201cDe jeito nenhum eu esperava esta repercuss\u00e3o. Esperava\u00a0repercutir com o pessoal da faculdade, no meu c\u00edrculo de amigos. Mas acho que \u00e9 importante, eu fiz uma cr\u00edtica\u00a0e \u00e9 importante para as mulheres se cuidarem. Eu mesma me negligenciei e fiquei feliz em falar sobre o\u00a0assunto.&#8221;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Sintomas<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A universit\u00e1ria, que cursa medicina veterin\u00e1ria na Unesp de Botucatu, relata que tudo come\u00e7ou com uma dor de\u00a0cabe\u00e7a, que &#8220;foi aumentando gradativamente durante tr\u00eas semanas, at\u00e9 ficar insuport\u00e1vel.&#8221; Ela procurou o\u00a0hospital da cidade, onde a m\u00e9dica receitou analg\u00e9sicos. Dois dias depois, percebeu que a perna e os bra\u00e7os\u00a0demoravam para obedecer um comando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A jovem resolveu faltar \u00e0 aula e esperar que aquilo, que acreditava ser apenas um mal-estar, passasse. &#8220;Alguns\u00a0minutos depois peguei o celular para fazer uma liga\u00e7\u00e3o, mas foi muito dif\u00edcil, fiquei muito tempo olhando para\u00a0a tela sem saber o que fazer, como se tivesse esquecido como manusear um telefone. Deixei o celular de lado e\u00a0fui ao banheiro, e para o meu maior desespero n\u00e3o sabia mais usar o banheiro, fiquei olhando pela porta e n\u00e3o\u00a0sabia mais por onde come\u00e7ar, como isso era poss\u00edvel?&#8221;, escreve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s ligar para os pais, com ajuda de amigas, ela foi levada para um hospital em S\u00e3o Paulo, onde fez os exames\u00a0que confirmaram o quadro de trombose. &#8220;Foi um choque, n\u00e3o consegui entender bem o que estava acontecendo, o\u00a0m\u00e9dico me perguntou se eu tomava anticoncepcional, eu disse que sim, h\u00e1 cinco anos, e ent\u00e3o ele disse que essa\u00a0poderia ser a causa do problema&#8221;, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de 15 dias de interna\u00e7\u00e3o, tr\u00eas deles na UTI, veio a confirma\u00e7\u00e3o de que o quadro tinha sido causado\u00a0mesmo pelo uso do anticoncepcional, que ela usava h\u00e1 cinco anos. &#8220;Tr\u00eas ginecologistas diferentes, e nenhum me\u00a0alertou sobre a trombose, mesmo perguntando a respeito, nenhum falou que seria um risco. N\u00e3o tenho hist\u00f3rico\u00a0familiar, n\u00e3o sou fumante, e os exames de sangue estavam normais, n\u00e3o tinha predisposi\u00e7\u00e3o a ter trombose&#8221;,\u00a0destaca.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Estudos sobre os riscos<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns tipos de anticoncepcionais est\u00e3o relacionados ao aumento do risco de trombose. Esse risco \u00e9 bastante\u00a0conhecido pela medicina, por isso, a prescri\u00e7\u00e3o de um contraceptivo deve levar em conta se a mulher tem outros\u00a0fatores de risco para a doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a m\u00e9dica existem tr\u00eas tipos de anticoncepcionais que separados de acordo com a dosagem do horm\u00f4nio\u00a0etinilestradiol, que comprovadamente pode levar aos casos de trombose. Os de primeira gera\u00e7\u00e3o t\u00eam alta dose\u00a0desse horm\u00f4nio, os de segunda t\u00eam baixa dose e os de terceira, que tamb\u00e9m apresentam baixa dose combinada com\u00a0outro tipo de horm\u00f4nio, o progestag\u00eanio diferente, como \u00e9 o caso da drospirenona que est\u00e1 presente no Yaz,\u00a0medicamento que era utilizado pela estudante de Botucatu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO tromboembolismo venoso \u00e9 historicamente atribu\u00eddo a altas doses do componente estrog\u00eanico, no caso o\u00a0etinilestradiol que se encontra na formula\u00e7\u00e3o da grande maioria do contraceptivos sendo o principal agente\u00a0precursor do aumento da coagula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea. Por conta disso, os anticoncepcionais de terceira gera\u00e7\u00e3o s\u00e3o\u00a0considerados os mais seguros.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a m\u00e9dica, h\u00e1 estudos que identificaram que alguns tipos de progestag\u00eanio podem potencializar o\u00a0risco de tromboses, mas eles n\u00e3o s\u00e3o conclusivos. \u201cUmas das explica\u00e7\u00f5es para os casos ocorridos com quem toma\u00a0os medicamentos de terceira gera\u00e7\u00e3o, \u00e9 que eles s\u00e3o prescritos para um p\u00fablico maior, inclusive mulheres que\u00a0tem alguma predisposi\u00e7\u00e3o, com o intuito de preserv\u00e1-las. Com s\u00e3o mais mulheres utilizando esses medicamentos a\u00a0probabilidade de ocorrer um evento adverso tamb\u00e9m se torna maior.\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas por outro lado, Laila explica que estudos mais recentes, realizados com maior n\u00famero de mulheres em 2015,\u00a0apontam que incid\u00eancia de casos de trombose em mulheres que usam os medicamentos de terceira gera\u00e7\u00e3o \u00e9 de 5 em\u00a0100 mil, enquanto para mulheres que n\u00e3o utilizam qualquer medicamento \u00e9 de 1 em 100 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria j\u00e1 emitiu um alerta para que seja comunicada sobre\u00a0rea\u00e7\u00f5es adversas graves com mulheres que tomam os anticoncepcional com horm\u00f4nio drospirenona. O alerta foi\u00a0dado ap\u00f3s uma pesquisa da ag\u00eancia americana FDA, divulgada em 2011, sugerir um risco aumentado de forma\u00e7\u00e3o de\u00a0co\u00e1gulos sangu\u00edneos, de trombose venosa e tromboembolia pulmonar. Artigos publicados no British Medical\u00a0Journal (BMJ) levantaram a mesma quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bula do medicamento Yaz, usado pela jovem de Botucatu, informa sobre a contraindica\u00e7\u00e3o a pacientes que\u00a0possuem hist\u00f3rico de trombose, enxaqueca e outras doen\u00e7as, e traz o seguinte alerta: &#8220;Estudos epidemiol\u00f3gicos\u00a0sugerem associa\u00e7\u00e3o entre a utiliza\u00e7\u00e3o de COCs e um aumento do risco de dist\u00farbios tromboemb\u00f3licos e\u00a0tromb\u00f3ticos arteriais e venosos, como infarto do mioc\u00e1rdio, trombose venosa profunda, embolia pulmonar e\u00a0acidentes vasculares cerebrais. A ocorr\u00eancia destes eventos \u00e9 rara&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota ao G1, o laborat\u00f3rio Bayer, que fabrica o Yaz, informou que a empresa segue a decis\u00e3o da Comiss\u00e3o\u00a0Europeia, que concluiu que &#8220;os benef\u00edcios dos contraceptivos hormonais combinados na preven\u00e7\u00e3o da gravidez n\u00e3o\u00a0planejada continuam a superar os riscos e que a possibilidade de tromboembolismo venoso (TEV), associada ao\u00a0uso de contraceptivos hormonais combinados, \u00e9 pequena&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso de sa\u00fade de uma estudante de Botucatu (SP) teve grande repercuss\u00e3o na internet nesta semana, depois que\u00a0a jovem divulgou que teve trombose cerebral por usar pilula anticoncpcional. 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