{"id":22862,"date":"2018-11-26T15:31:53","date_gmt":"2018-11-26T18:31:53","guid":{"rendered":"https:\/\/angiomedi.com.br\/angiologia\/?p=22862"},"modified":"2018-11-26T15:31:53","modified_gmt":"2018-11-26T18:31:53","slug":"sim-ou-nao-para-a-desospitalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/angiomedi.com.br\/home\/2018\/11\/26\/sim-ou-nao-para-a-desospitalizacao\/","title":{"rendered":"Sim ou n\u00e3o para a desospitaliza\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>O entendimento de que o lugar de paciente \u00e9 somente dentro de um hospital, aos poucos, tem sido repensado. O tema \u00e9 colocado em pauta, em diversos pa\u00edses, nos estudos, em congressos e semin\u00e1rios destinados aos profissionais da sa\u00fade e nas estrat\u00e9gias internas de gest\u00e3o das pr\u00f3prias unidades hospitalares, sejam elas p\u00fablicas ou particulares. Trata-se de uma discuss\u00e3o sob \u00f3pticas que privilegiam as duas partes: paciente e sistema.<\/p>\n<p>A desospitaliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 uma realidade na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo. No Brasil, o assunto, h\u00e1 alguns anos \u2013 mais ou menos uma d\u00e9cada, \u00e9 questionado e at\u00e9 mesmo experimentado. No entanto, ainda enfrenta algumas restri\u00e7\u00f5es e limita\u00e7\u00f5es de implanta\u00e7\u00e3o. Esse modelo, caracterizado pela diminui\u00e7\u00e3o do tempo de interna\u00e7\u00e3o de um paciente de forma a dar continuidade ao tratamento em outros ambientes, esbarra em pr\u00f3s e contras.<\/p>\n<p>Por incr\u00edvel que possa parecer, a desospitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 vista como uma medida de preserva\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 segredo para ningu\u00e9m que a perman\u00eancia desnecess\u00e1ria em um hospital eleva a chance de complica\u00e7\u00f5es infecciosas, chamadas de infec\u00e7\u00f5es hospitalares (IH), consideradas um grave problema de sa\u00fade mundial, diante da eleva\u00e7\u00e3o de morbidade e mortalidade que provoca.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do Banco Mundial, da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) e da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) divulgado neste ano revelou que, em pa\u00edses de renda alta, 7% dos pacientes internados v\u00e3o adquirir alguma infec\u00e7\u00e3o durante a interna\u00e7\u00e3o e 10%, em pa\u00edses de renda baixa. Sem falar que n\u00e3o raros s\u00e3o os casos dos que v\u00eam a \u00f3bito, n\u00e3o por conta do que motivou a interna\u00e7\u00e3o, mas por uma infec\u00e7\u00e3o contra\u00edda durante o tempo em que esteve no hospital.<\/p>\n<p>Entre as vantagens, e talvez a mais importante, est\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o do enfermo. Estudos e relatos de profissionais (de todas as especialidades) comprovam que, quando est\u00e1 dentro da pr\u00f3pria casa, reinserida na sua rotina de vida e perto da fam\u00edlia e de amigos, a pessoa demonstra uma maior aceita\u00e7\u00e3o dos procedimentos inclu\u00eddos no tratamento e uma melhor evolu\u00e7\u00e3o do quadro, \u00e0s vezes at\u00e9 mais r\u00e1pida do que o previsto. Tudo isto porque um dos fundamentos da desospitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a humaniza\u00e7\u00e3o, que inclui n\u00e3o s\u00f3 as condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas mas uma hist\u00f3ria de vida do paciente.<\/p>\n<p>Outro aspecto visto como relevante \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de gastos. Ineg\u00e1vel a afirma\u00e7\u00e3o de que a sa\u00fade n\u00e3o tem pre\u00e7o. Mas tamb\u00e9m ineg\u00e1vel \u00e9 que ela tem custos e, diga-se de passagem, muito altos no nosso pa\u00eds, seja para o cidad\u00e3o que arca com planos de sa\u00fade, seja para este pr\u00f3prio cidad\u00e3o\/contribuinte que mant\u00e9m o sistema p\u00fablico, por meio do pagamento de impostos. Por isso, repensa-se hoje o quanto vale manter uma pessoa internada, sem que haja real necessidade.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, diante de tantas argumenta\u00e7\u00f5es em torno do tema est\u00e1 a d\u00favida sobre \u201cos bastidores\u201d da desospitaliza\u00e7\u00e3o. Entende-se que ela n\u00e3o pode ser aplicada em todos os casos, mas apenas naqueles em que n\u00e3o h\u00e1 mais necessidade de uma estrutura de alta complexidade, pois, caso contr\u00e1rio, deixar\u00e1 de ser uma solu\u00e7\u00e3o e poder\u00e1 ser vista como neglig\u00eancia.<\/p>\n<p>A desospitaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa a transfer\u00eancia apenas para casa. Esse modelo conta com uma rede que inclui outros ambientes como lares geri\u00e1tricos e institui\u00e7\u00f5es de apoio. Mas claro que o destino do paciente \u00e9 uma decis\u00e3o a ser tomada com a fam\u00edlia, at\u00e9 porque s\u00f3 as pessoas mais pr\u00f3ximas podem dizer o que acham melhor e o que est\u00e1 dentro das condi\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia, cabe \u00e0 equipe do hospital \u2013 todos os envolvidos no planejamento da alta \u2013 sentar com os familiares para verificar as condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas e financeiras para manter o tratamento que muitas vezes inclui a contrata\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios especialistas, compra de equipamentos, reforma na resid\u00eancia e defini\u00e7\u00e3o de tarefas.<\/p>\n<p>Conclui-se que a desospitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 algo poss\u00edvel e vantajoso ao paciente, \u00e0 fam\u00edlia e ao sistema, afinal \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o que acompanha outros novos conceitos dentro da Medicina e da sociedade. O importante \u00e9 n\u00e3o haver extremismos. Internar ou n\u00e3o internar n\u00e3o podem ser uma regra, e sim uma decis\u00e3o a ser tomada com \u00e9tica e responsabilidade.<\/p>\n<h3>Quem \u00e9 o Dr. Antonio Carlos de Souza?<\/h3>\n<p>O diretor t\u00e9cnico da Cl\u00ednica Angiomedi, em Bras\u00edlia, tem um curr\u00edculo que o torna grande conhecedor na especialidade. Formou-se, em 1992, em Medicina pela Universidade de Bras\u00edlia. A Resid\u00eancia M\u00e9dica em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Angiologia ocorreu de 1993 a 1996. E n\u00e3o parou por a\u00ed. Concluiu o Doutorado em Ci\u00eancias M\u00e9dicas pela Universidade de S\u00e3o Paulo, em 2001.<\/p>\n<p>Marcou participa\u00e7\u00e3o no Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da USP-RP, onde foi m\u00e9dico assistente.<\/p>\n<p>Atualmente, \u00e9 membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, e atual vice-diretor de Defesa Profissional. \u00c9 tamb\u00e9m membro da IVS (Independent Vascular Services).<\/p>\n<p>\u00c9 professor do curso de Medicina da Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia e coordenador do curso de Medicina da Escola Superior de Ci\u00eancias da Sa\u00fade, onde tamb\u00e9m foi docente.<\/p>\n<p>A dedica\u00e7\u00e3o ao estudo em educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica em Angiologia e Cirurgia Vascular n\u00e3o p\u00e1ra, visto que est\u00e1 sempre em busca de atualiza\u00e7\u00f5es para beneficiar os pacientes.<\/p>\n<h3>Saiba mais sobre a Angiomedi<\/h3>\n<p>Tudo come\u00e7ou em 2013, quando o cirurgi\u00e3o vascular Dr. Antonio Carlos de Souza fundou a unidade com o intuito de ser um centro m\u00e9dico altamente especializado em sa\u00fade vascular. E assim aconteceu e \u00e9 realidade. A Cl\u00ednica Angiomedi conta com um trabalho diferenciado voltado para a preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico e tratamento dos transtornos circulat\u00f3rios.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o \u00e9 agregar respeito, humaniza\u00e7\u00e3o, responsabilidade, inova\u00e7\u00e3o e personaliza\u00e7\u00e3o para prestar um atendimento de ponta, que contribua com a melhoria da sa\u00fade vascular dos pacientes.<\/p>\n<p>A Cl\u00ednica Angiomedi oferece o que h\u00e1 de mais moderno e eficaz no tratamento de varizes, aneurismas de aorta abdominal e \u00falceras de pernas e p\u00e9s diab\u00e9ticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O entendimento de que o lugar de paciente \u00e9 somente dentro de um hospital, aos poucos, tem sido repensado. 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